Um primeiro momento de apresentação

Não peçam de mim muita coisa. Não sei como fui sugado para esse ambiente virtual. Para mim é algo novo esta necessidade tão repentina vinda de madrugada. Só sei que fui atraido como as moscas pelo melado. E como elas, aceitei o risco por esse ato.

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De que importa quem sou? Que características buscam se sempre haverá algo que irá desagradar? Sempre! Não existe perfeição, convençam-se disso! Ninguém vai ser seu ídolo por muito tempo pois quanto mais se descobre sobre alguém (e estou falando da verdade, não dos bonecos de pano com adereços que saíram de figurinhas de chiclé) mais se descobre que existem coisas boas e - pasmem - ruins! Gostem de mim pelo que sou, e não pelo que vocês querem que eu seja. Não me transformem em sua mente, pois pode ser penoso (pra vocês) ter de ver que na realidade não sou o que imaginaram (e isso não me faz pior). Não criem ilusões, se aproximem de mim pela verdade.


Eu imaginava que iria muito longe, mas nunca pensei que chegaria até aqui. Vivo um momento esplêndido, tão importante que não sei lidar com ele. Tenho ao meu redor muito mais do que muitos têm, e não falo de apenas de bens visíveis. Eu achava que algumas coisas me fariam feliz, mas me enganei e descobri ao acordar que muito do que me faz feliz bateu a minha porta de surpresa. Sempre recebi presentes divinos, presentes que muitos sonharam - novamente não falo de bens materiais - e sempre tentei dar um pouco mais de mim e descobri que por mais que imaginei estar andando num caminho claro, sempre enxergam bem meu tropeço mais discreto. Os olhos saltam quando vemos um pequeno deslize mas se fecham à mente quando realizamos grandes feitos (é irônico). Sempre achei que eu iria mudar o mundo. Talvez eu não consiga. Avaliando minuciosamente eu comecei muito bem, pois posso ter mudado o mundo de uns poucos (e esses o meu). E isso pra mim vale tanto. Como vale! Pra sempre!


Sinto tristeza as vezes por ter crescido e mudado meus conceitos mais sublimes, mais inovadores e o que mais me abate (e surpreende) é que quanto mais se cresce se perde o conceito do que é certo e errado (eu sempre achei que era o contrário mas não é - peça a uma criança e ela rapidamente lhe dirá como agir e quem é o mocinho e bandido). Quando crescemos nos perdemos. Agimos como se fôssemos obrigados por algo maior e achamos que estamos certos quando estamos errados e encobrimos com folhas de bananeira. E filosofamos sobre o que é culpa como se não soubéssemos desde pequenos. Nos perdemos na hipocrisia da teoria.Tenho medo de perder a criatividade, apesar do hiato de alguns anos se abater sobre mim ainda luto e acredito. Afinal eu sei que realizei grandes coisas no último ano que eu nunca sonhei que faria no ano anterior. Luto para acreditar em mim, mas me surpreendo quando olho pra trás. Não quero acreditar nas formas sóbreas que o mundo anda se apresentando agora. Sempre busquei a pureza e a verdade e muito me testam por isso. E muito perdi por isso. E muito me enganei por isso. E muito me anganaram por isso. Confio em poucos e poucos confiam em mim. Não sou rabugento (e poucos sabem, talvez dois, até três) pois adoro passar a fama de rabugento.


Sou controverso, me perco as vezes no humor de cada manhã. Preciso de motivação! De sonho e de fantasia! Mesmo com os pés na realidade eu acredito que o dia possa ser surpreendente. Não espero dos outros muito, veja bem, mas apenas um pouco mais de fé em algo diferente, como sentimentos. Hoje quem os busca? Podemos estar mumificados em nossas cadeiras de escritório sofrendo mas preferimos buscar os vis pedaços palpáveis a buscar algo que nunca poderemos tocar. Felicidade! Estamos em jaulas invisíveis e não notamos. Só quero poder acertar e errar (que é comum e humano) e melhorar. Quero aprender a me convencer que todos somos assim e compartilhar de toda essa magia que é a vida sem se confundir diante de uma encruzilhada de dois caminhos. Eu prefiro uma que tenha vários, e quero seguir por todos. A vida passa tão rápido e o que importam as convenções e os modismos quando ao fim se percebe que não se fez nada e que não há outra chance? E sim, isso me é importante! Quero olhar de lá com orgulho!


* E quanto a mudar o mundo, talvez eu precise mudar o meu primeiro, da minha forma (certa e errada). Não será nada fácil, mas não quero parar de tentar... nunca! Essa é minha força!

1 comentários:

Mary Lylla disse...

Muito me surpreende o teu modo de escrever. Simples, mas tão rico de verdades e detalhes. E foi por este modo que me apaixonei e me aproximei de você.
Saiba que te apoio. Quero que continue mostrando ao mundo as tuas palavras e modo de pensar sobre as coisas.
Muita sorte no novo blog e sempre que eu puder estar aqui.
Beijãoooo meu lindo EDS