Diferente
Mais uma madrugada, mais uma noite onde palavras não podem ser ouvidas pois não existe mais ninguém pra ouvi-las próximo a mim. Nos quartos ao lado alguns sons de sono dos familiares e em minha mente apenas um vazio inquietante. Na televisão em “mudo” um filme confuso, nem um pouco criativo, luta contra minha vontade de não dormir. Bocejos. A cabeça gira sem entender o que se passa e como cheguei até aqui... até aqui... Em mim voltam todas as sensações de descrédito, de ser ignorado, de ser deixado de lado em prol de algo/alguém mais "importante" (algo que está se repetindo com certa frequência ultimamente). De ser calado a força e de ter que segurar em mim o que penso. Minha sensação é a de quem sorriu e teve seu sorriso podado por algo que até agora não entendo... Junto a tudo isso, um medo descomunal dos dias que virão, assustador pelo mês que entra. Temo cada dia desse junho há dias e me angustia principalmente um. A mídia bate aos meus ouvidos como tambores africanos uma época cheia de sentimentos que infelizmente não tenho direito de viver, dos quais me colocam à parte, com portas fechadas onde existe uma janela para eu observar, apenas observar a alegria lá de dentro (nunca poder ter). Noite difícil, porém realmente acredito que os sorrisos de muitos pouco se interessarão por uma face magoada hoje. Então o que resta são palavras, textos, ações... Silêncio. Gostaria que vissem como eu vejo, que sentissem como eu sinto, que entendessem como eu entendo, que domassem suas palavras como eu aprendi a domar, que evoluíssem como eu evolui, que mudassem como eu mudei, que acreditassem como acretido, que confiassem como eu confio, que amassem como eu amo! Nunca disse que tudo seria fácil, mas também nunca disse que seria impossível.
[...]
Quero a tua força como era antes.
[...]
Quero a tua força como era antes.
O que tens é só teu
E de nada vale fugir
E não sentir mais nada.
[...]
Eu sei - é tudo sem sentido.
Eu sei - é tudo sem sentido.
Quero ter alguém com quem conversar,
Alguém que depois não use o que eu disse
Contra mim.
...
...
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... e tudo que eu queria era que fosse diferente... e que uma frase mau conduzida de desconfiança não destruísse centenas de dias em que se faz tudo para ser o melhor em pequenos, médios e grandes atos... comuns ou inovadores, de surpresa ou valorização, onde se é diferente da maioria, onde se mostra verdadeiro. Que quando eu digo o que sinto, abro meu coração, sentissem comoção, alegria e não IRA!
... e tudo que eu queria era que fosse diferente... e que uma frase mau conduzida de desconfiança não destruísse centenas de dias em que se faz tudo para ser o melhor em pequenos, médios e grandes atos... comuns ou inovadores, de surpresa ou valorização, onde se é diferente da maioria, onde se mostra verdadeiro. Que quando eu digo o que sinto, abro meu coração, sentissem comoção, alegria e não IRA!
Realmente é tão fácil esquecer assim tão fácil das coisas boas? Ou será que as coisas boas que vem de mim não importam mais faz muito tempo?
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É tudo tão diferente, existem tantas coisas mudadas, melhores. Tantas diferenças... a frente de quem quiser ver. É por isso que me magôo, é por isso que não consigo mais ouvir nada ruim sobre mim... pois é como um tapa de luva que levamos quando lutamos para chegar tão distante, destroçados, acabados, mas com a sensação de que se conseguiu fazer o melhor e ao se esforçar tanto ouvir de novo, algo que não se merecesse mais... e eu não mereço mais desconfiança quanto ao que me tornei agora, nunca mais! Posso olhar nos olhos de qualquer um e dizer de boca cheia hoje o HOMEM QUE ME TORNEI.
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Me diga... aonde está aquele coração?



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