Quebra cabeças



Entre um abismo de rosas
Um sonho inacabado
Um segredo não desvendado
E um caminho sem medos

Um traz desejos e espinhos
Outro mágoas e sedução
Noutro mistérios e razão
E outro doação sem medida

Um anjo e um demônio
Uma incompreensão pervertida
Uma autenticidade precoce, admirável
E por fim, uma boneca de porcelana

Brincadeira de adultos
Confusões de uma mente imatura
Sangue que pulsa, jorra, ferve
Calmaria segura, paz, importância

Tudo mistura-se,
Tudo se divide...
Nem tudo se completa,
Nada é como deveria ser...

Como um quebra-cabeças que não
possui todas as peças, qual imagem
incompleta é a que eu quero ver?
[Ou qual possui menos peças faltantes...?]

Não há mais pilares seguros
Não há mais caminhos completos
Não há mais páginas inteiras
Não há como costruir sem destruir
Não há como seguir sem dor
Não há como não magoar ninguém
Não há como esquecer do passado...
Muito menos prever o futuro...

Existe um caminho a frente,
E nele há um novo muro que antes era ponte...
Eu

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